ASSODITRI

ASSOCIAÇÃO DOS DIABÉTICOS DE TRÊS CORAÇÕES
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"Onde o doce não é o açúcar, mas sim o calor humano."

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A VISÃO E O DIABETES

A VISÃO E O DIABETES
Existem cerca de 12 milhões de indivíduos que são portadores de diabetes no Brasil. Desses, metade ignora sua condição, ficando assim mais suscetível a uma série de problemas decorrentes da doença. Dia 14 de novembro foi o Dia Mundial do Diabetes, nada mais oportuno para alertarmos a população para os riscos que os diabéticos correm de complicação na visão e até mesmo de cegueira, caso a doença não seja mantida sob controle. A perda de visão é 25 vezes mais freqüente em quem tem diabetes. Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que a falta de informação associada à ausência de sintomas pode causar cegueira em 40% dos diabéticos e mais da metade desses casos poderiam ser evitados se os pacientes realizassem regularmente os exames oftalmológicos e mantivessem as taxas de açúcar (glicemia) sob controle. Dificuldade de foco, catarata, glaucoma e danos na retina são as principais complicações oftalmológicas provocadas pelo diabetes mal controlado. A retinopatia diabética, por exemplo, é responsável por 2% dos casos de cegueira no mundo inteiro. O que muita gente não sabe é que essa complicação pode ser prevenida.
Para compreender melhor a retinopatia diabética é preciso conhecer mais sobre sua origem. É então, que existe a necessidade de saber o que é diabetes. Quando digerimos alimentos, principalmente os carboidratos, eles se transformam em açúcar – ou melhor, em moléculas de glicose - que vão parar no sangue. É ele quem vai abastecer todas as células do corpo. Mas tem que haver insulina. Vamos imaginar que a insulina é uma chave, que abre a porta das células, deixando a glicose entrar. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Entretanto, esse mecanismo pode falhar. Quando falta insulina, a glicose fica acumulada no sangue e, então, surge o diabetes. O aumento da concentração de açúcar no sangue torna-o mais denso causando muitas complicações, entre elas, os problemas circulatórios.
Essa circulação problemática afeta os vasos sanguíneos de todo o corpo, e também os da retina, a camada de fibras nervosas situada no fundo do olho, que percebe a luz e ajuda a enviá-la até o cérebro. Os pequeninos vasos da retina são lesados. Isto leva, passado algum tempo, aos distúrbios de visão ou, como já dissemos, até à cegueira. A melhor proteção contra a retinopatia diabética é submeter-se a exames periódicos da visão efetuados pelo médico oftalmologista. É particularmente importante detectar a doença em um estágio precoce, pois às vezes, a retinopatia pode estar presente sem nenhum sinal perceptível. Nesses exames, o oftalmologista irá examinar o interior do olho do diabético, usando um instrumento chamado oftalmoscópio. Essa rotina deve fazer parte da vida dos diabéticos pelo menos a cada seis meses.
Em muitos casos não existe a necessidade de tratamento, apenas do acompanhamento periódico do oftalmologista, para registrar se a doença está avançando ou não. Caso o avanço seja constatado, existem tratamentos que podem deter a progressão das lesões e, assim, melhorar a qualidade da visão. Aplicações de laser na retina são indicadas para fortalecer os vasos, controlando ou evitando a ocorrência de vazamento de líquidos e sangue na retina. Quando já houve uma hemorragia significativa dentro do olho ou descolamento da retina, o tratamento com laser é insuficiente. Nesse caso, é necessária a realização de uma cirurgia chamada vitrectomia, que é a retirada da hemorragia intra-ocular e correção do descolamento da retina.
Os riscos de desenvolver retinopatia diabética aumentam quanto maior o tempo em que o indivíduo convive com o diabetes. Hoje, estudos apontam que 80% das pessoas que tenham sofrido de diabetes por pelo menos 15 anos apresentam algum tipo de lesão nos vasos sanguíneos da retina. É importante saber que um tratamento precoce consegue atrasar o progresso da retinopatia diabética e reduzir o risco de cegueira, no entanto não o exclui completamente. Por isso, é importante prevenir o diabetes, o grande causador de complicações na visão e de outras conseqüências negativas que vão da cabeça aos pés.
FONTE: Dr. Leôncio de Souza Queiróz Neto é médico oftalmologista, especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, Diretor Médico do Banco de Olhos de Campinas e titular do Instituto Penido Burnier, de Campinas. 

DIABETE ESTÁ EM ASCENSÃO ENTRE AS CRIANÇAS

Diabete juvenil, responsabilidade de adulto. O Dia Mundial do Diabetes lembrado em 14 de novembro mobiliza especialistas que alertam o crescimento do distúrbio metabólico em crianças, principalmente na faixa de 10 a 15 anos. A omissão dos pais que deixam de orientar os jovens sobre a importância de manter hábitos saudáveis de vida podem comprometer seriamente o futuro dos filhos. As consequências da inatividade aliadas aos malefícios da vida moderna colaboram com o surgimento de doenças vasculares cada vez mais cedo.

"O exemplo tem de vir de casa. Por não ter tido na infância, às vezes os pais fazem questão de dar um sorvete em tripla quantidade. É completa falta de conhecimento", explicou Luiz Granja, endocrinologista do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo), que prevê crescimento de 20% do tipo 2 da doença em crianças.

Atualmente, o tipo 1 corresponde a 10% dos diabéticos brasileiros, e 90% portadores do tipo 2. Entre as crianças, o tipo 1 é mais comum em 70%, sendo 30% portadoras do tipo 2. "Se os pais não tomarem cuidado com a saúde dos seus filhos, em 10 anos as crianças passarão a desenvolver o tipo mais grave em maior número", alertou o especialista.

Geralmente, a diabetes mellitus tipo 1 aparece ainda na infância, quando o corpo produz pouca ou nenhuma insulina. Pessoas com este tipo de diabete precisam tomar doses de insulina diariamente para sobreviver. Já o tipo 2, geralmente ocorre na idade adulta, ocasionado pelo excesso de peso e má alimentação. Porém, a obesidade infantil tem induzido o aparecimento da doença deste tipo já na fase infantil. "Isso é gravíssimo porque a criança que poderia desenvolver a doença com 50 anos, agora manifesta aos 15", explica a Dra. Maria Ângela Zaccarelli, professora de Endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC.

POR SER DIABÉTICO CORRO UM RISCO MAIOR DE TER PROBLEMAS COM OS DENTES?

Por ser diabético corro um risco maior de ter problemas com os dentes?
Se seus níveis de glicose no sangue não forem bem controlados, você tem maior chance de desenvolver doença gengival avançada e de perder dentes quando comparado a pessoas que não têm diabetes. Como todas as infecções, a doença gengival pode ser um fator que eleva o açúcar do sangue e pode tornar o controle do diabetes mais difícil.
Outros problemas bucais relacionados com diabetes são: candidíase (sapinho- uma infecção causada por um fungo que cresce na boca), boca seca que pode causar aftas, úlceras, infecções e cáries.
Como evitar problemas dentários associados ao diabetes?
Em primeiro lugar, o mais importante é você controlar o nível de glicose no sangue. Em seguida, cuide bem dos seus dentes e gengiva e faça exames minuciosos a cada seis meses. Para controlar as infecções por fungo, controle bem seu diabetes, procure não fumar e, se usar dentadura, remova-a e limpe-a diariamente. O controle adequado da glicose do sangue também ajuda a evitar ou aliviar a boca seca causada pelo diabetes.
Que posso esperar das minhas consultas com o dentista? Devo contar a ele que tenho diabete?
As pessoas que têm diabetes necessitam cuidados especiais e seu dentista está preparado para ajudá-lo. Exceto em caso de emergência, não se submeta a qualquer procedimento dentário se o açúcar no sangue não estiver bem controlado. Mantenha seu dentista informado sobre qualquer alteração em seu estado de saúde e sobre os medicamentos que estiver tomando.

ESTOU DIABÉTICO. E AGORA?

Estou Diabético. E Agora?
Lúcia Helena Salvetti De Cicco

A Diabetes é uma doença que afeta muitos aspectos da vida do doente, por isso a primeira reação de um pessoa ao descobrir que tem diabetes é sentir-se confusa e amedrontada.
A doença se desenvolve quando o pâncreas, glândula localizada na cavidade abdominal, não produz insulina, ou o faz de forma deficiente, impedindo esse hormônio de exercer sua principal função: fazer com que a glicose seja absorvida pelas células. Quando isso ocorre, as células ficam subnutridas e há um acúmulo de glicose no sangue. Então a pessoa passa a se sentir muito fraca, começa a emagrecer e a urinar mais do que o normal.
Os jovens apresentam , em geral, o diabetes do tipo I, sem características hereditárias, e necessitam de aplicações diárias de insulina, pois o tecido do pâncreas é destruído, impossibilitando a produção desse hormônio. Já os adultos têm o chamado diabetes do tipo II, de características hereditárias e que não impõe a necessidade de injeções de insulina e sim de medicamentos orais, como as sulfas hipoglicemiantes, e controle de alimentação.
Controlar o diabetes é manter o nível de glicose no sangue dentro dos limites ideais (de 80 a 180 miligramas) e garantir que as células fiquem bem nutridas. Controlar o nível do stress é também muito importante para o tratamento, pois quando o paciente fica stressado a concentração de glicose no sangue aumenta, por isso, é recomendado aos pacientes com diabetes praticar exercícios físicos regulares para descarregar a tensão.
Os exercícios físicos, na verdade, conseguem fazer com que, mesmo na ausência da insulina, uma quantidade razoável de glicose seja utilizada pelas células, diminuindo a sua concentração no sangue. A atividade física também aumenta a circulação sangüínea, que beneficia os diabéticos, principalmente aqueles com problemas circulatórios.
Os exercícios recomendados são:
A natação, a caminhada, a bicicleta (ergométrica ou não), de preferência diários e constantes. Não esqueça: para praticar qualquer exercício físico, antes deve-se passar por orientação de um médico.
Caminhar: Antes de começar alongue os músculos. No final, ande devagar, respirando fundo, por 5 minutos. O coração fica mais forte; a pressão tende a diminuir; os riscos de aparecerem doenças cardíacas no futuro ficam menores;a oxigenação do organismo melhora, principalmente no cérebro o que faz você se concentrar melhor em tudo.
Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

QUAL A DIFERENÇA ENTRE DIET E LIGHT?

Qual a diferença entre Diet e Light?

É fácil confundir diet e light. Por isso, sempre leia os rótulos com atenção para saber qual tipo de produto é mais adequado ao seu perfil.

Casal tomando sorveteNão confunda diet e light

Diet e Light nem sempre são sinônimos. Tecnicamente, existe uma diferença sutil, porém simples de compreender, que pode passar despercebida pelo consumidor - principalmente aquele que não está acostumado a ler os rótulos dos produtos.
“É fácil confundir os dois conceitos”, reconhece o presidente da Abiad (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres), Carlos Eduardo Gouvea. “Por isso, a leitura dos rótulos dos produtos é fundamental”.

Quem tem restrições nutricionais específicas, deve consumir produtos diet

Um alimento diet é aquele isento de determinado nutriente, como o glúten, o açúcar, o sódio, o colesterol ou a gordura, por exemplo. São produtos que foram desenvolvidos, em sua essência, para atender a grupos específicos, como as pessoas que vivem com diabetes ou os celíacos (alérgicos a glúten). Por isso, não basta que a inscrição diet venha impressa na embalagem. É preciso especificar, no rótulo, que substância foi retirada ou substituída na fórmula.
Os produtos com a inscrição diet também podem ser utilizados em dietas de emagrecimento e reeducação alimentar; mas vale lembrar que nem sempre a isenção de uma substância implica em redução de calorias. Vem daí a confusão.
Muita gente interpreta o termo inglês diet, que pode ser entendido como “dietético”, como light. No entanto, a tradução da palavra é mais ao pé da letra e quer dizer apenas “dieta” mesmo – seja ela para emagrecer, para evitar reações alérgicas (no caso dos celíacos) ou para ajudar no tratamento de doenças metabólicas (como o diabetes).

O light surgiu para o consumidor que se preocupa com a saúde

Já os produtos com a distinção light, que em inglês significa “leve”, não precisam, necessariamente, ter isenção total de certo ingrediente. Basta uma redução de, no mínimo, 25%, indicada na embalagem. 
Ao contrário dos alimentos diet, os produtos light não foram desenvolvidos para atender às necessidades nutricionais de determinado grupo. Eles surgiram para suprir a demanda de uma fatia crescente da população, que se preocupa com o bem-estar e a manutenção da saúde.
“Por isso, o light e o diet trilharam caminhos diferentes. O conceito de light ficou atrelado à qualidade de vida e o de diet, à doença”, explica Gouvea. “Mas não é bem assim. Muitos produtos podem ser light e diet ao mesmo tempo e consumidos tanto por quem tem necessidades nutricionais específicas, como por quem quer controlar o peso por motivos estéticos, por exemplo”.

O zero é para quem não é diet, nem light

Os chamados alimentos zero tanto podem ser diet, quanto light – a diferença está no conceito e não nos ingredientes usados na fabricação.
Produtos zero são aqueles destinados aos consumidores que não se identificam nem com o diet, nem com o light, como os adolescentes e os adultos do sexo masculino. Não há nenhuma diferença na fórmula; o que muda é o público.
Por isso, mais uma vez, a dica é jamais esquecer de verificar os rótulos dos produtos antes de comprar.

ALIMENTO DIETÉTICO

Jamais imaginar que o alimento dietético pode ser consumido à vontade. A maioria não contém açúcar mas, mesmo assim, não deixa de ser muito calórica.
Alimentos proibidos: carne de porco, creme de leite, queijos amarelos, frituras, molhos e temperos industrializados, frios e embutidos (salame, salsicha, mortadela, lingüiça etc.).
Alimentos permitidos sem restrição: água, alho, baunilha, café e chá sem açúcar, caldo de carne magra (preferivelmente feito em casa), canela, cominho, limão, louro, orégano, picles, pimenta, sal (se não tiver hipertensão) e vinagre.
As hortaliças podem ser consumidas sem restrições, pois não alteram a glicose no sangue; portanto é uma solução como petiscos entre as refeições.
A água da fervura dos vegetais é rica em sais minerais; procure utilizá-la em sopas.
O diabético não deve utilizar açúcar, mas os adoçantes naturais e artificiais poderão ser utilizados como substitutos.
O uso da frutose deve ser evitado pelo diabético, se não houver um controle e acompanhamento médico. Mas não é considerado prejudicial em pessoas que mantêm controle constante.
Os adoçantes contendo aspartame podem ser consumidos na quantidade máxima de 8 envelopes/dia.
Alimentos diet são os que apresentam em sua composição redução ou ausência de açúcares, mas é preciso tomar um certo cuidado pois alguns apresentam frutose em sua fórmula, que também é considerada açúcar e contém calorias.
O diabético deve sempre consultar um médico e seguir os tratamentos indicados.

O exercício é indicado para as pessoas de um modo geral, inclusive para os portadores de diabetes. Assim, é conveniente que se torne um hábito, mesmo que seja em pequena escala. Mas lembre-se: antes de começar um exercício, procure orientação médica.
Confira os alimentos indicados para consumo e suas quantidades nas tabelas de controle de alimentos para diabéticos:

Veja também a sugestão de cardápio para diabéticos com sugestões de substituição e Alimentação Saudável – Grupos de alimentos e pirâmide alimentar

Fonte: Livro Receitas para Diabéticos – Margarida Valenzi

CUIDADOS COM OS PÉS DIABETICOS

cuidados com pé para diabéticos

Informações:

Pessoas portadoras de diabetes são propensas a terem problemas nos pés devido às complicações dessa doença. O diabetes causa danos aos vasos sangüíneos e nervos. Essas alterações podem resultar numa diminuição da capacidade de sentir trauma ou pressão no pé. Uma lesão no pé pode passar desapercebida até que se desenvolva uma infecção grave. Além disso, o diabetes altera o sistema imune, diminuindo conseqüentemente sua capacidade de combater infecções. Pequenas infecções podem evoluir rapidamente até chegar à morte da pele e de outros tecidos (necrose), tornando-se necessária a amputação.
Para evitar lesões nos pés, os diabéticos devem adotar uma rotina DIÁRIA de verificação e cuidados com os pés da seguinte maneira:

  • Inspecione os pés todos os dias. Verifique a parte superior, as laterais, a planta do pé, os calcanhares e entre os dedos.
  • Lave os pés todos os dias com água morna e sabão suave, secando-os por completo, especialmente entre os dedos. Sabões fortes podem causar danos à pele. Deve-se examinar a temperatura da água antes de imergir os pés, uma vez que a sensibilidade normal à temperatura está geralmente prejudicada nos diabéticos, podendo facilmente ocorrer queimaduras. Da mesma forma, certifique-se de secar completa e suavemente os pés, incluindo entre os dedos, porque os diabéticos estão sob alto risco de desenvolver infecções, especialmente em áreas úmidas.
  • Evite também a aplicação de compressas quentes ou bolsas com água quente sobre os pés. Evite andar descalço em calçadas quentes ou em praias de areias quentes.
  • Use meias para dormir se sentir que os pés estão frios. Em climas frios, use meias quentes e limite a exposição ao frio para evitar a dermatite por congelamento.
  • Aplique uma camada fina de óleo ou loção lubrificante depois de lavar os pés. Devido às alterações da pele associadas ao diabetes, estes tendem a ressecar, podendo rachar causando uma infecção. Deve-se suavizar a pele seca com o uso de loção, vaselina, lanolina ou óleo.
  • Proteja os pés com sapatos confortáveis, que se ajustem adequadamente. Nunca compre sapatos que não tenham um ajuste adequado, esperando que estes se alarguem com o tempo. Uma neuropatia pode impedir que o diabético sinta a pressão proveniente de calçados muito apertados. Além disso, verifique a parte interior dos sapatos quanto à áreas ásperas ou pedaços rompidos que possam causar irritação. Troque de sapatos após 5 horas de uso durante o dia, a fim de alternar pontos de pressão. Evite usar sandálias de tiras ou meias com costuras que possam causar pontos de pressão.
  • Use diariamente meias limpas e secas ou meias-calças não-aderentes. Estas podem proporcionar uma camada protetora adicional entre o sapato e o pé.
  • Use sapatos o tempo todo a fim de proteger os pés contra lesões. A visão reduzida, juntamente com a diminuição da sensibilidade à dor, pode causar lesões menores por cortes ou batidas que passam despercebidas.
  • Exercite-se diariamente para promover uma boa circulação. Evite sentar-se com as pernas cruzadas ou ficar em pé numa mesma posição por muito tempo.
  • Peça ao médico para lhe ensinar como cuidar das unhas dos pés. Mergulhe os pés em água morna para amolecer as unhas antes de apará-las. Corte as unhas em linha reta, visto que as unhas curvas são mais propensas a ficarem encravadas.
  • Consulte um podólogo quando tiver problemas nos pés ou para remover calos e calosidades. Nunca tente tratar deles sozinho ou com o uso de tratamentos de venda livre.
  • Evite o uso de soluções anti-sépticas nos pés. Estas são altamente cáusticas e podem causar lesões na pele.
  • Tire os sapatos e as meias durante as consultas médicas para lembrá-los de examinar seus pés.
  • Deixe o fumo, porque ele piora o fluxo sangüíneo nos pés.
  • Informe o médico imediatamente em caso de ferimentos, alterações e/ou sinais de infecção. Informe todas as bolhas, contusões, cortes, ferimentos ou áreas de vermelhidão.
O cuidado dos pés deve fazer parte da rotina diária dos diabéticos. A ausência de sensibilidade nos pés necessita de uma observação diária ainda mais rigorosa. A obesidade pode impedir que a pessoa seja fisicamente capaz de visualizar seus pés. Neste caso, pode ser preciso a ajuda de uma pessoa da família, um vizinho ou de uma enfermeira para realizar essa importante monitorização.